O ultrapassado

16 11 2008

 

distintivo-palmeiras

Ha algumas semanas escrevi neste espaço sobre a decadência de Vanderlei Luxemburgo, que nos últimos três anos de sua carreira deixou o título de “Estrategista”  para colocar a faixa de “Ultrapassado”. A análise é do ponto de vista tecnico e tático: tomou um banho de bola de Nelson Batista, um vareio tecnico de Celso Roth, apanhou de Márcio Fernandes (ganhou o jogo na sorte), foi humilhado taticamente por Renê Simões e agora, para culminar, sofreu um massacre de Caio Junior. Vanderlei, o filósofo de buteco, começou errado, trazendo jogadores medíocres como Leo Lima, Maicosuel, Jeci, Gladstone e tantas outras tranqueiras. Quanto o Palmeiras tinha Henrique na zaga, a deficiência era sombreada. Vendido o catarinense, abriu-se a cratera que todos sabem e que o tecnico não consegue resolver. Buscou um companheiro ultrapassado pelos anos, Roque Junior, que, na sabora, ainda consegue lampejos de bom zagueiro. No meio de campo, quando o time tinha Valdívia, o bonde Diego Souza conseguia aparecer de forma secundária. Hoje não acerta um passe de 20 metros. O Palmeiras hoje é uma equipe entregue à própria sorte. Cruzamentos esparços de Leandro para cabeçadas de Cleber ou Alex Mineiro. E só. Vem daí o desespero do único alviverde puro do Palestra Itália, saindo em desabalada carreira para o ataque. Pobre Vanderlei, pobre Palmeiras. Fica aqui um apelo dramático ao ex-companheiro J. Havila, palmeirense de quatro costados que injetou dinheiro através da Traffic. A solução não está em jogadores novos ou tecnicos ousados ou retranqueiros. A solução, meu amigo J. está na contratação de…JUVENAL JUVÊNCIO.