Amigas, amigos, gente que torce a favor e contra. Na semana que estamos encerrando abriu uma discussão interessante no site Bastidores do Rádio, capitaneado pelo herdeiro do companheiro Altieres Barbieri, o Adriano.
Começou com Sergio Cursino postando um comentário indignado com algumas barbaridades que ele vem ouvindo (texto do Cursino reproduzido logo abaixo, do site Bastidores).
Entrei na discussão e outros companheiros apoiaram a manifestação. Permito-me divagar um pouco mais, na tentativa de discutir com vocês se realmente estamos fazendo um rádio bom atualmente.
Entendo que não e as razões não são poucas: avanço de outras mídias, crise economica, tecnologia comendo postos de trabalho, receita publicitária caindo, enfim, motivo é que não falta. Mas tem um que, particularmente, incomoda muito: a deficiência hoje daqueles que estão ocupando postos de comando.
É deles a responsabilidade de, não só capitanear, mas inovar, orientar, mostrar caminhos alternativos. Mas o que temos é um comando jornalístico muitas vezes andando a reboque do comercial e se submetendo a verdadeiros basurdos editoriais.
Ouvir erros de concordância, redundância, gaguejar, áudio chiado e muitas outras coisas já não tem importância para a maioria: criar e priorizar o som não tem mais prioridade. Mesmo com todas essas deficiências, alguns novos valores nascem e crescem quando encontram alguém que já passou por todos os postos num veículo e tem condições de ensinar.
Fica ao ouvinte a decisão de escolher entre o claro, objetivo, audível, sincero e honesto e aqueles que, como diz Celso Vernizze, estão falando para dentro.
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Prezados; Dia desses, ouvindo no Rádio do carro uma conceituada emissora de notícias, fiquei surpreso e triste ao mesmo tempo: uma jornalista tentando ler descriminalização das drogas por três vezes seguidas, sem sucesso. Ela desiste e diz: “Olha, gente, é não tornar o uso de drogas um crime, tá bom? Pronto. Todo mundo entendeu, né?” Que engraçado, não? Tão natural, tão espontânea, a moça. É assim que nosso Rádio caminha. E repito: uma emissora all-news de grande reconhecimento. Talvez essa profissional possa ser uma excelente redatora, uma excepcional produtora, uma editora de raro talento. Mas microfone definitivamente não é o negócio dela. Sem a menor intimidade com a nossa tão querida “latinha”. Esse é apenas um caso entre tantos outros. E assim cada vez mais ouço menos Rádio. Muito CD, pouco Rádio. E entendo o motivo de tantas grandes vozes de homens inteligentes e articulados migrarem para locução publicitária. Uma pena. Sou radialista há 32 anos, jornalista há 25. Tenho muito a aprender. Mas que saudade, amigos, dos tempos em que você tinha que saber ler e falar ao microfone, passar por testes rigorosos… E não simplesmente ser um “amador de Rádio”, um curioso do microfone. Lamento profundamente. Sérgio Cursino |
Circula no território livre da Internet um e-mail com algumas frases de políticos, governantes e anônimos, falando o que todo mundo sabe e comenta, mas que só após a morte ou o abandono da carreira, os próprios políticos reconhecem. Como o final de semana sempre é propício a reflexões, aqui vai uma coleção de pérolas:
Zé,
www.costacruzeirosvirtual.com.br
www.iberovemai.com.br
www.radiorecord.com.br
www.trovadoresurbanos.com.br