Enquanto aqui no Brasil andamos na menor velocidade possível para garantir os direitos da terceira idade e transformar a crueldades dos mais jovens em respeito, do outro lado do mundo vem mais um exemplo de como uma vida de qualidade proporciona uma velhice digna. De outro lado, os jovens estão diminuindo, o que também é grave para qualquer país
Mais de 40 mil japoneses já passaram dos cem anos de idade, um aumento de 10 por cento em um ano, segundo pesquisa divulgada pelo governo num resultado que ressalta as preocupações com o envelhecimento populacional do país.
Dos 40.399 centenários, 87 por cento são mulheres, de acordo com o Ministério da Saúde e Bem Estar. Além de envelhecer, a população está encolhendo, o que representa um desafio para o novo governo do Partido Democrático.
A população em idade ativa, cada vez menor, precisa arcar com o aumento dos gastos com pensões e saúde pública. Atualmente, há um pouco mais de três pessoas em idade ativa para cada idoso, mas dentro de 50 anos a proporção pode chegar perto de um para um.
O único país com mais centenários que o Japão é os EUA, com 96 mil, segundo dados oficiais. Mas a população total norte-americana é mais do que o dobro da japonesa.
O Japão tem a maior expectativa de vida do mundo, o que especialistas atribuem a uma dieta saudável, a um bom sistema de saúde e à tradição de que os aposentados se mantenham ativos.
No Brasil, nossa expectativa de vida cresceu muito nos últimos anos com programas sociais que visavam a inclusão do idoso na sociedade e principalmente o avanço da medicina em exames, remédios e prevenção.
A terceira idade brasileira hoje está dançando, está nadando, andando, até correndo e também praticando sexo sem medo de errar. E não são poucos os cabelos brancos que sustentam a família com a minguada aposentadoria, enquanto o filho não arruma emprego e os netos não crescem.
Eles também já são uma importante parcela consumidora na sociedade brasileira, com campanhas direcionadas dos produtos. No turismo, já se constituem em parcela significativa dos hotéis pelo interior deste Brasil.
O que precisamos é mudar a cabeça dos nossos “jovenzinhos” entorpecidos por tanta tecnologia. Eles precisam saber que terão seus 60, 70, 80 anos.
Os mais informados estão cientes disso. Precisamos cuidar das ovelhinhas desgarradas, que podem se transformar em lobos com dentes afiados correndo atrás da vovozinha.